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Traduzindo: “Ring Nebula is expanding at 43,000 miles an hour”

“A Nebulosa do Anel se expande a 43 mil milhas por hora, de acordo com o Hubble

Nebulosa do Anel

Algumas ideias erradas estão sendo corrigidas.

Nebulosa do Anel aparentemente foi mal nomeada: ela não se parece em nada com um anel, mas com uma rosquinha sabor gelatina em formato de bola de futebol americano. Um grupo de cientistas relatou esta conclusão em anúncio na quinta-feira, após a publicação da primeira reconstrução em vídeo do corpo interestelar baseada em inúmeras imagens captadas pelo Telescópio Espacial Hubble e observatórios terrestres.

Os cientistas conhecem a Nebulosa do Anel, também conhecida como Messier 57, há séculos. O astrônomo francês Antoine Darquier de Pellepoix a avistou pela primeira vez em 1779, e o nobre alemão Conde Friedrich von Hahn fez repetidas observações dela alguns anos antes de 1800. Hahn registrou ter visto mudanças no centro da nuvem: ele viu uma estrela de luminosidade fraca no centro na sua primeira observação, mas não nas demais observações.

Por fim, os cientistas concluíram que esta nebulosa é vazia no meio e tem formato de anel – daí advém seu apelido atual. Mas a análise mais recente, liderada por Robert O’Dell, físico e professor de astronomia da Vanderbilt University em Nashville, chegou a uma conclusão totalmente diferente. O centro da nebulosa é bem cheio, afirmam O’Dell e sua equipe.

Entretanto, padrões de movimento variáveis podem fazer com que o meio não se pareça com o restante da nebulosa a partir do nosso ponto de vista, o que causa certa ilusão de óptica. A nuvem toda se expande a mais de 43 mil milhas por hora, porém o crescimento se dá ainda mais rapidamente no centro do que no anel externo. Consequentemente, o meio tem uma densidade muito menor do que o resto da nebulosa.

As imagens do Hubble utilizadas por O’Dell e sua equipe são fotos de maior precisão da nebulosa já feitas. Embora observações anteriores tivessem identificado a presença de material gasoso no centro, nenhuma havia recolhido todos os detalhes da última apresentação do Hubble, tal como a estrela que está, sim, no centro – apesar de estar morrendo. A nebulosa mede somente um ano-luz de comprimento de uma ponta à outra, então é compacta o suficiente para que as expensões e contrações desta estrela no fim de sua vida pareçam suficientemente claras para observadores aqui na Terra, mesmo que estes estejam usando telescópios do século XVIII.

Na verdade, esta estrela em fase final é o que provavelmente causou o surgimento da nebulosa. Os cientistas dão à Nebulosa do Anel a alcunha de ‘nebulosa planetária‘, o que significa que ela se forma a partir do gás e da poeira que emanam de uma estrela que está se apagando. Embora a estrela desta nebulosa vai continuar brilhando por um período bem longo para o tempo humano, os pesquisadores dizem que ela está definitivamente no caminho para se tornar uma anã branca.

Astrônomos amadores podem conferir esta nuvem por si próprios. Com um telescópio doméstico e um bom conhecimento das constelações, pode-se vê-la dentro da constelação de Lyra [ ou Lira].”

Por Rick Docksai, Science Recorder.


Concepção em 3D da Nebulosa do Anel (vídeo em inglês).

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