Make It Clear Brasil

Um apoio ao livre pensamento e a um entendimento do mundo baseado em evidências

Estudo data a chegada dos humanos à Ásia

Estudo datou a chegada dos humanos anatomicamente modernos ao sul da Ásia entre os últimos 70 mil anos. De acordo com os pesquisadores britânicos, os pioneiros seriam grupos colonizadores vindos de regiões costeiras da África.

O Lago Toba, Sumatra, e as marcas de uma erupção ocorrida há 74 mil anos. Os pesquisadores se perguntam se a colonização humana ocorreu antes ou depois da erupção. Foto: NASA.

O Lago Toba, Sumatra, e as marcas de uma erupção ocorrida há 74 mil anos. Os pesquisadores se perguntam se a colonização humana ocorreu antes ou depois da erupção. Foto: NASA.

Combinando evidências genéticas e arqueológicas, cientistas liderados pelo arqueólogo da Universidade de Cambridge Paul Mellars e pelo geneticista Martin Richards, da Universidade de Huddersfield, chegaram à conclusão de que grupos humanos deixaram o leste da África há, pelo menos, 70 mil anos e se dispersaram pela costa até o sul do Himalaia.

Este estudo, publicado no Proceedings of the National Academy of Science, é mais uma faísca no debate sobre quando e como os humanos se espalharam pelo mundo. No que concerne ao sul e sudeste asiático, alguns pesquisadores apontam o início da colonização para cerca de 50 a 60 mil anos atrás, enquanto outros afirmam que grupos de humanos modernos se estabeleceram nestas regiões antes da colossal erupção vulcânica no Monte Toba, Sumatra, há cerca de 74 mil anos.

As evidências

Como exposto acima, o estudo se baseou na coleta de dados genéticos e arqueológicos.

Do lado genético, o Professor Richards e sua equipe analisaram cerca de mil genomas mitocondriais de indianos. O DNA mitocondrial é herdado sempre da mãe, e dá aos cientistas uma reconstrução muito detalhada da genealogia materna.

“A nova datação do DNA mitocondrial nos diz que os ancestrais dos não-africanos modernos ao redor do mundo viveram na África até cerca de 70 mil anos atrás,  haviam chegado à Arábia por volta de 60 mil anos atrás e ao sul da Ásia pouco depois”, explica Richards.

Sob a ótica arqueológica, Mellars e seus colegas compararam artefatos encontrados na Índia em épocas distintas, que incluem “ferramentas de osso, gravuras e adornos pessoais, bem como ferramentas de pedra características”, segundo Richards. O professor acrescenta que tais artefatos se encaixam em um período que se estende até 50 mil anos atrás, o que indica não haver evidências de colonização anterior à erupção do Monte Toba.

“Toda a evidência disponível apoia uma colonização bem tardia.”

Os problemas

O Professor Michael Petraglia, arqueólogo da Universidade de Oxford, rebate o rgumento de Richards e Mellars afirmando não haver evidência que descarte uma colonização anterior à erupção.

Petraglia diz que a semelhança entre as ferramentas utilizadas na África há 60 mil anos e as encontradas na Ásia há 35 mil anos não é consequência de imigração direta.

“Estas ferramentas estão separadas no tempo por mais de 20 mil anos e por distâncias que excedem alguns milhares de milhas.”

Ele ainda questiona a fundamentação dos argumentos arqueológicos e genéticos. Os primeiros podem ser refutáveis pela ausência de evidências (revelada por pesquisas) de assentamentos humanos no litoral do Oceano Índico entre 55 e 50 mil anos atrás.

Além disso, Petraglia prega cautela no uso de datações genéticas já que, de acordo com ele, este tipo de datação seria, na melhor das hipóteses, “tênue”.

Fonte: CBCNews.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: