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O Telescópio Espacial James Webb

 

Réplica do James Webb Space Telescope via NASA/Chris Gunn.

Réplica do James Webb Space Telescope via NASA/Chris Gunn.

A estrutura acima, montada no Goddard Space Flight Center em Greenbelt, Maryland, lembra um brinquedo de montar. As peças são parte do projeto ambicioso da NASA chamado de Telescópio Espacial James Webb.

Sendo desenvolvido pela NASA em parceria com o engenheiros da Northrop Grumman, o telescópio deve ser posicionado em 2018 em uma órbita solar distante da Terra em 930 mil milhas (quatro vezes a distância que separa nosso planeta da Lua) e proporcionará uma perspectiva ímpar do universo: o mapeamento infravermelho.

O projeto não passou ileso à política. Dois anos atrás, em julho de 2011, o comitê da Câmara dos Deputados (House of Representatives) norte-americana para Comércio, Justiça e Ciência tentou cancelar o projeto alegando que este estava “superfaturado em bilhões de dólares e comprometido por má administração”. No entanto, em novembro do mesmo ano, o James Webb teve continuidade.

Agora, cientistas de diversas áreas estão empolgados com o futuro. Astrônomos esperam usar o telescópio para identificar as primeiras estrelas formadas após o Big Bang, examinar a evolução da energia escura e estudar as propriedades físicas e químicas de planetas e estrelas de outros sistemas solares. Para tanto, dependem da captação do infravermelho.

Para captar o infravermelho, o James Webb foca comprimentos de onda da luz dentro do espectro infravermelho – de 700 nm a 1mm. Alguns benefícios da escolha por este espectro são os de que ele é emitido por quaisquer fontes de calor e atravessa poeira e gases astronômicos sem se dispersar, garantindo imagens nítidas.

Quando a luz viaja por distâncias gigantescas da ordem de bilhões de anos-luz, ela se transforma no espectro infravermelho, o que, na prática, significa que o James Webb estará com seus espelhos posicionados em uma órbita privilegiada, de modo que poderá obter imagens dos confins da galáxia e, consequentemente, de um passado que ainda desconhecemos.

Como afirma Stacy Palen, diretora do Planetário Ott, da Weber State University, um fator emocionante de uma máquina como o telescópio James Webb é a capacidade de gerar surpresas, pois imaginamos quais são as capacidades dele e o que enxergaremos através de suas lentes; porém, na prática, podemos esperar uma visão do universo completamente nova graças à nitidez do infravermelho que produz dados de altíssima qualidade e precisão.

Cabe lembrar que o predecessor do James Webb na década de 1990, o Telescópio Espacial Hubble, foi lançado a uma órbita cerca de 374 milhas da Terra e ultrapassou (e muito!) seus objetivos iniciais, tornando-se fonte de imagens incríveis e reveladoras do cosmos. Qualquer astrônomo no mundo pode submeter projetos e requisitar o uso do Hubble, o que resultou em mais de 10 mil estudos científicos baseados nos dados deste telescópio, dando a ele um ar de “ciência para todos” que deve ser mantido com o James Webb.

Fonte: Big Think.

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