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Plantas fazem cálculos para sobreviver à noite

As plantas usam uma calculadora química para dividir a quantidade de energia que têm depositada pela duração da noite.

Plantação

Biólogos do John Innes Centre, Inglaterra, descobriram que as plantas possuem um processo biológico pelo qual dividem o montante de energia guardada pela duração da noite. Isto resolve o problema de como repartir as reservas de energia durante a noite para que a planta possa continuar crescendo sem o risco de queimar toda a energia armazenada.

Durante o dia, enquanto o Sol brilha, as plantas fazem fotossíntese, processo no qual transformam a luz solar, água e dióxido de carbono em energia armazenada na forma de longas cadeias de açúcar, o amido. À noite, passam a queimar este amido para alimentar seu crescimento.

A co-autora do estudo, Alison Smith, disse em comunicado à imprensa que “os cálculos são precisos, tal que as plantas evitam a inanição mas também fazem o uso mais eficiente de seu alimento”, e que “se o estoque de amido é usado muito rápido, as plantas passarão fome e pararão de crescer durante a noite. Se o estoque for consumido muito devagar, parte dele será perdida.”

O estudo se deu apagando as luzes mais cedo para as plantas que cresceram com  dias e noites de 12 horas de duração cada. Deixar as plantas na escuridão após dias de somente 8 horas as forçou a ajustar seu ritmo noturno normal. Já que elas não tinham o mesmo tempo para produzir amido, precisaram recalcular seu metabolismo.

Nas manhãs seguintes, verificou-se que a quantidade de amido restante era bem pequena, o que indica que as plantas não passaram fome, nem pouparam amido que poderia ter sido direcionado ao crescimento.

As plantas não fizeram nada conscientemente, senão automaticamente, por meio de reações químicas. Os autores sugerem que cálculos biológicos similares podem explicar como um pássaro migratório, o pilrito-pequeno (Calidris minuta)pode viajar 5 mil km para seu habitat no Ártico e chegar com gordura suficiente para sobreviver à metade de um dia, aproximadamente.

Fonte: Discovery

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This entry was posted on 25 de Junho de 2013 by in Biologia and tagged , , , , , , , , , , , .

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