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30 milhões de meninas postas em risco pela mutilação genital

O desafio é fazer com que as pessoas - homens e mulheres - tenham suas vozes ouvidas a respeito do problema, diz a Unicef.

O desafio é fazer com que as pessoas – homens e mulheres – tenham suas vozes ouvidas a respeito do problema, diz a Unicef.

Estudo da Unicef afirma que mais de 30 milhões de garotas correm o risco de ser submetidas à mutilação genital feminina na próxima década.

Além disso, o mesmo estudo sugere que ao redor de 125 milhões de mulheres vivas hoje passaram pelo procedimento, que enfrenta oposição crescente. O ritual de mutilação é praticado por comunidades na África, Ásia e Oriente Médio de acordo com a crença de que ele protege a virgindade da mulher.

Em certas comunidades, a mutilação é vista como um ritual tradicional usado culturalmente para assegurar a virgindade e tornar uma mulher “casável”. Ela envolve tipicamente a alteração ou ferimento dos órgãos genitais e seus riscos incluem sangramentos graves, problemas para urinar, infecções, infertilidade e mortes de recém-nascidos no parto.

A pesquisa da Unicef apontou que o apoio à mutilação genital feminina vem caindo entre homens e mulheres. A vice-diretora executiva da entidade, Geeta Rao Gupta, disse que o procedimento é “um violação dos direitos de uma garota à saúde, bem estar e auto-determinação”. “O que está claro com este relatório é que a legislação, por si só, não é o bastante.”

O relatório, “Female Genital Mutilation/Cutting: A statistical overview and exploration of the dynamics of change” (“Mutilação/Corte Genital Feminino: Uma perspectiva e exploração estatísticas da dinâmica da mudança”), foi lançado em Washington D.C., Estados Unidos.

Foram compilados 20 anos de dados de 29 países da África e Oriente Médio onde existe a prática da mutilação e concluiu-se que as meninas de hoje estão menos propensas a sofrer com o corte do que estariam 30 anos atrás. No Quênia, por exemplo, a probabilidade é três vezes menor; no Benim, República Centro-Africa, Iraque, Libéria e Nigéria, as taxas caíram quase pela metade.

Entretanto, a queda nas taxas foi bem menos perceptível no Chade, Gâmbia, Mali, Senegal, Sudão e Iêmen, e a mutilação genital ainda é quase universal nos seguintes países: Somália, Guiné, Djibouti e Egito.

A etíope Meaza Garedu foi submetida à mutilação genital feminina quando tinha 10 anos de idade, e hoje faz campanha contra a prática. “Na minha vila há uma menina mais nova do que eu era que não foi mutilada porque eu discuti a questão com seus pais”, diz a grota de 14 anos. “Eu lhes disse o quanto a operação me machucou, o quanto me traumatizou e me fez não confiar nos meus pais.” “Eles decidiram que não gostariam que isso ocorresse com sua filha.”

O estudo apurou que a maioria das meninas e mulheres, e número significativo de meninos e homens se opõem à prática, e no Chade, Guiné e Serra Leoa, mais homens do que mulheres querem o fim dela.

Rao Gupta disse que o desafio, agora, é dar voz a todas estas pessoas para que se pronunciem contra esta “prática danosa”. Meaza Garedu (foto) fez exatamente isso e chegou a impedir que, assim como ela sofrera, outra menina de sua vila sofresse com o procedimento de mutilação genital. Portanto, o relatório recomenda um diálogo aberto a respeito da prática para que todo o público seja alcançado e a visão social mude.

Fonte: BBC News

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This entry was posted on 23 de Julho de 2013 by in Fundamentalismo and tagged , , , , , , .

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