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Procura-se a melhor maneira de matar animais de laboratório

Pesquisadores se reúnem esta semana para debater métodos mais humanos para lidar com a morte de animais de laboratório, em sua maioria, roedores.

A maior parte da discussão sobre a eutanásia animal trata de roedores.

Provocar a morte de animais de laboratório é uma das tarefas mais ingratas dos cientistas. Felizmente, há décadas existe um consenso de que é primordial fazê-lo da maneira mais humana possível, utilizando técnicas as menos dolorosas e estressantes. Especialistas do mundo todo se encontram esta semana no Reino Unido para debater as conclusões mais recentes acerca dos métodos usualmente empregados que, segundo alguns, não seriam os melhores.

Penny Hawkins, vice-diretora do departamento de animais de pesquisa da Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals, Reino Unido, afirma que, algumas vezes, “um animal pode não aparentar que está sofrendo, mas pode estar consciente e sofrendo”.

Sendo a maioria dos animais de pesquisa formada por roedores, os debates tendem a se concentrar neles. As técnicas de eutanásia mais comuns são as inaláveis, como câmaras preenchidas por dióxido de carbono e gases anestésicos; e as físicas, como o deslocamento cervical (quebrar o pescoço) ou a decapitação com guilhotinas especiais, conforme apurado pela revista Nature. Os especialistas se perguntam qual seria o método menos cruel e, inclusive, questionam o uso do CO2:

“As pessoas ainda se preocupam com o CO2 e ele ainda é quase certamente o método mais usado”, diz Huw Golledge, estudioso da anestesia de animais de laboratório na Universidade de Newcastle, que organizou o encontro desta semana em Newcastle upon Tyne. O dióxido de carbono é usado para deixar os roedores inconscientes para que depois sejam mortos por asfixia com a inalação do próprio gás ou por outro método. No entanto, estudos vêm sugerindo que os roedores achem o gás estressante e que tenham aversão a ele.

Um estudo da Universidade de British Columbia em Vancouver, Canadá, mostrou que ratos albinos se afastam de uma câmara escura cheia de CO2 e preferem um ambiente com muita claridade, apesar de detestarem o excesso de luz.

Quanto aos métodos físicos, o deslocamento cervical pode ser o melhor, embora seja impraticável quando tratamos de um número grande de animais.

Os debates ainda devem incluir outros animais que não o roedores, como o peixe-zebra, que vem sido empregado cada vez mais em pesquisas. Daniel Weary, que liderou o estudo com ratos albinos mencionado, afirmou que, ao contrário do progresso feito com o bem-estar de roedores, “tem havido muito menos esforço quanto ao bem-estar de peixes em geral”.

As normas de procedimento da eutanásia animal da American Veterinary Medical Association (AVMA), por exemplo, foram atualizadas recentemente e passaram a incluir normas no que concerne ao uso de peixes-zebra. Espera-se que o tratado se expanda para incluir outros tipos de animais.

Fonte: Nature via Scientific American

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This entry was posted on 7 de Agosto de 2013 by in Ciência e Tecnologia and tagged , , , , , , , , .

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