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Escola judaica censura questões de ciência em exames

Censura questõesUma escola pública de índole religiosa foi pega censurando questões em exames de ciência. Foi aberta investigação por parte da banca corretora das avaliações, a Oxford, Cambridge and RSA Examinations (OCR), após relatos não confirmados de que professores teriam reeditado questões na prova de ciências do exame de qualificação acadêmica GSCE chegarem aos ouvidos da National Secular Society (Sociedade Nacional Laica).

A escola secundária judaica para garotas Yesodey Hatorah foi fundada em 1942 e funcionou como instituição particular até 2005, quando foi abrigada pelo setor público e lançada em uma visita do então primeiro-ministro britânico – e entusiasta do modelo de escola pública/religiosa – Tony Blair.

A denúncia contra a instituição de cunho judaico parece reafirmar a tendência à obliteração do ensino científico abordada pelo Make It Clear Brasil no artigo “Livros de Ciência de Israel ameaçados pela censura religiosa” publicado em 4 de setembro.

Não foram reveladas pela OCR, ainda, quais questões teriam sido censuradas. No entanto o prejuízo para as estudantes deu-se na forma da inacessibilidade à pontuação máxima nos exames aplicados, fato que, per se, não deverá incomodar o diretor da Yesodey Hatorah, o rabino Avraham Pinter, tendo em vista a seguinte declaração dele em 2013: “algumas vezes, as escolas Charedi [termo que designa o judaísmo ultraortodoxo], se encontram algo que possa ser ofensivo aos pais, aconselham as crianças a evitar tal questão”.

Um porta-voz da OCR declarou: “Tentamos respeitar as sensibilidades religiosas e culturais desta comunidade enquanto protegemos a integridade de nossos exames. Dito isso, não consideramos que obscurecer aspectos dos enunciados das questões seja uma boa prática examinatória”. Agora, a OCR trabalhará junto ao Departamento de Educação e às bancas qualificadoras para assegurar a igualdade de condições a todos os estudantes da pluralística sociedade britânica.

As garotas que frequentam a Yesodey Hatorah são fortemente desencorajadas a entrar em uma universidade. De acordo com o diretor Pinter, “as garotas mais educadas se tornam as mães mais bem-sucedidas. Para nós, esta é o papel mais importante que uma mulher tem”.

Stephen Evans, da National Secular Society, lamenta que escolas de cunho religioso

“não só impedem a coesão social por segregarem as crianças entre linhas religiosas e étnicas, como também falham na preparação dos alunos para a vida fora de uma comunidade religiosa e negam aos jovens a oportunidade de alcançar todo o seu potencial”.

Além disso, Evans conclui que estes “chamados” educadores põem a doutrinação religiosa à frente da educação – tudo isso às custas do contribuinte –, e espera que as escolas do país ensinem as pessoas como pensar, ao invés do que pensar.

Fonte: Secularism.org.uk

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This entry was posted on 10 de Outubro de 2013 by in Educação, Religião and tagged , , , , , , .

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