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Traduzindo: 10 Sublime Wonders of Science

10 Maravilhas Sublimes da Ciência

Por Lawrence Rifkin

Arco-írisA ciência dá apenas fatos. Nossa noção de sentido, em um espectro mais amplo, precisa derivar de outro lugar. Certo?

Errado.

Abaixo estão 10 maravilhas sublimes da ciência, para fazer sua mente trabalhar e suas emoções se expandirem. Maravilhas científicas sobre nosso próprio mundo fornecem sentido da mesma forma que as grandes narrativas e as cosmologias religiosas tradicionalmente apresentaram uma visão mais ampla de como o mundo veio a existir, nossa conexão com o que existe, e a admiração.

*

1. O universo contém leis da física e processos naturalísticos que permitem o surgimento da complexidade. Sem este atributo, nada existiria.

2. Há mais estrelas no universo do que todas as palavras pronunciadas por todos os humanos que já viveram.

3. Como escreveu Elizabeth Johnson, “Do Big Bang, as estrelas; da poeira estelar, a Terra; da Terra, criaturas vivas unicelulares; da viva e morte evolutivas dessas criaturas, seres humanos com uma consciência e liberdade”. Vista desta maneira, a ciência pode nos ajudar a nos sentirmos conectados com o mundo. Não viemos a este mundo do exterior, nós crescemos dele.

4. Cada bactéria, barata e pardal que já existiu — cada pessoa, sapo e pepino — deve sua existência a uma corrente completamente intacta de DNA, procedente dos primeiros replicadores, através de cada criatura que hoje vive.  Quando totalmente sentido, o poder e o fascínio da evolução, com suas extraordinárias diversidade e complexidade, nos impacta profundamente.

5. A ciência, como escreveu Loyal Rue, “documenta nosso parentesco essencial como nenhuma outra história pode fazê-lo — moldados pela mesma poeira estelar, energizados pela mesma estrela, alimentados pelo mesmo planeta, dotados do mesmo código genético, e ameaçados pelos mesmos males”. Não estamos separados da natureza, ou uns dos outros, em um sentido transcendental, essencialista. Esta pode ser a base para um sentimento de pertencimento.

6. A experiência consciente, junto com a própria existência, é a maior maravilha científica de todas. Somos uma parte da natureza que pode conhecer e perceber a verdade, inventar, amar, ser moral, sentir emoções indescritíveis, e planejar conscientemente o futuro. Ideias e paixão podem, agora, transformar o mundo. Pelo que sabemos, este nível de autoconsciência está se concretizando em apenas um fragmento minúsculo do universo — em nós.

7. As descobertas da ciência moderna são estonteantes: a matéria é energia, o espaço pode se curvar, o tempo desacelera em grandes velocidades, enormes energias podem ser liberadas a partir de minúsculos núcleos, o universo se expande e a taxa de expansão está se acelerando, podemos nos comunicar quase instantaneamente através do mundo, viajamos pelo ar e pelo espaço em máquinas voadoras, e podemos, até mesmo, virar o foco da descoberta para nossas próprias mentes e nosso comportamento.

8. Os benefícios da ciência moderna para o nosso bem-estar e conforto são extraordinários. Graças à medicina científica e à saúde pública, a expectativa de vida humana quase dobrou desde a época dos nossos bisavós.

9. A ciência no futuro, se aplicada com sabedoria, poderá ser avaliada não só pelos seus fantásticos usos tecnológicos e pela descoberta de fatos mas, ainda, como expressou René Dubos, “para entender da melhor maneira possível a natureza da vida e do homem, a fim de que dê mais sentido e valor à existência humana”.

10. E eis aqui uma perplexidade científica que deveria tocar bem fundo cada um de nós: a probabilidade de que um “eu específico” venha a existir é tão estatística e incalculavelmente improvável, que vem a ser, francamente, uma profunda maravilha e um profundo privilégio estar vivo.

*

Mas espere, alguns críticos podem responder, essas maravilhas científicas não conseguem satisfazer o sentido espiritual pessoal. E quanto à vida após a morte? E quanto a uma divindade ou poder que me ama e se preocupa comigo, para quem eu tenho um propósito específico?

Bem, não, a ciência não pode suprir diretamente estes anseios, mas aqui está o que importa.  fontes de sentido pessoal genuíno. Existe o empenho apaixonado. Existe a bondade humana. E existe amor. A partir desses, brotam o pertencimento, o propósito e o legado. Esses vêm de nós. E nós somos parte do universo. Neste sentido profundo, então, existe um significado no universo, afinal de contas.

Fonte: Scientific American Guest Blog

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This entry was posted on 15 de Outubro de 2013 by in Ciência e Tecnologia and tagged , , , .

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