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Antibiótico reluzente revela infecções bacterianas

As bactérias frequentemente conseguem entrar sorrateiramente em implantes médicos, como os pinos utilizados no tratamento de fraturas ósseas, onde podem causar graves infecções. Um estudo publicado na Nature Communications sugere que o uso de antibióticos fluorescentes pode revelar estas infecções antes que se tornem severas demais.

A autora da “brilhante” ideia, Marleen van Oosten, microbióloga da Universidade de Groningen, na Holanda, afirma que a única forma de distinguir um inchaço pós-operatório normal de uma infecção no local do implante é a realização de uma biópsia no tecido afetado, um procedimento invasivo.

O antibiótico vancomicina (vermelho) ataca a infecção bacteriana (azul) no corpo de um rato. Foto: Nature

O antibiótico vancomicina (vermelho) ataca a infecção bacteriana (azul) no corpo de um rato. Foto: Nature

O antibiótico vancomicina foi colorido com uma tinta fluorescente por van Oosten e seus colegas para que se pudesse observar melhor sua ação sobre — e a localização exata dos — tecidos infectados por micróbios. Conforme o antibiótico perfura as paredes celulares de bactérias como a Staphylococcus aureus, a tinta fluorescente faz com que as paredes celulares brilhem.

No experimento, os pesquisadores injetaram pequenas quantidades do antibiótico (o bastante para fazer com que as bactérias brilhassem quando observadas em um microscópio fluorescente, mas sem matá-las) em ratos infectados pela S. aureus. A equipe também implantou placas de metal banhadas à vancomicina fluorescente na tíbia de um cadáver humano, 8 milímetros abaixo da pele. Algumas dessas placas ainda tinham sido cobertas por uma espécie bacteriana que se desenvolve na pele humana, a Staphylococcus epidermidis. Quando os pesquisadores fotografaram a perna com uma câmera que detecta a fluorescência, pôde-se ver tais placas reluzindo.

O engenheiro biomédico Niren Murthy, da Universidade da Califórnia em Berkeley, diz que o método é interessante pois uma nova maneira de se detectar infecções é urgentemente necessária, Apenas algumas bactérias são atacadas pela vancomicina, então é possível para os médicos determinar a causa da infecção e como combatê-la.

Murthy faz uma ressalva quanto à eficácia da abordagem. Para ele, não está claro se as moléculas de vancomicina são brilhantes o suficiente para que um aparelho as detecte em meio a um corpo humano vivo, especialmente se a quantidade de bactérias presentes for reduzida.

Van Oosten espera poder tratar pessoas com a técnica em pouco tempo, já que ambas, a vancomicina e a tinta utilizadas pelo grupo, são reconhecidamente seguras para aplicação em seres humanos.

Fonte: Scientific American

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This entry was posted on 16 de Outubro de 2013 by in Medicina and tagged , , , , , .

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