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Bactérias espaciais: novo risco para os astronautas

Instalações necessárias à realização de experimento com culturas bacterianas no ônibus espacial Atlantis. Foto: NASA

Instalações necessárias à realização de experimento com culturas bacterianas no ônibus espacial Atlantis. Foto: NASA

Os astronautas do futuro podem ter um novo adversário contra o qual competir: bactérias espaciais. Antes que alguém se anime (ou desanime), ainda não foi encontrada vida fora da Terra, a menos que algo a leve para fora do planeta.

Cientistas descobriram que a Pseudomonas aeruginosa — bactéria que frequentemente contamina equipamentos médicos e causa infecções do trato urinário (uretra, bexiga, ureter e rins), entre outras doenças — cresce melhor em ambientes onde a gravidade é zero do que faria na Terra, mesmo que lhe faltem nutrientes, informa o portal Science.

Os micróbios foram cultivados em uma solução que simula a urina, tanto em um laboratório terrestre, quanto no ônibus espacial Atlantis, em julho de 2011. (O Atlantis e os demais ônibus espaciais se encontram aposentados.) Em algumas amostras, a equipe de estudo reduziu drasticamente as concentrações de fosfato e oxigênio dissolvidos, com a intenção de simular as condições que podem existir dentro dos equipamentos que reciclam a urina, transformando-a em água, usados nas espaçonaves em missões de longa duração.

Quando havia nutrientes em abundância, as taxas de crescimento das culturas de bactérias em condições de Força g igual a zero — e, particularmente, as concentrações de células após 72 horas — foram as mesmas observadas nas culturas de laboratório, sob condições normais.

Entretanto, nas amostras com menores concentrações de fosfato e oxigênio, as bactérias cultivadas na Terra não cresceram tão rapidamente quanto lograram no ambiente repleto de nutrientes; já os micróbios cultivados na microgravidade cresceram tão produtivamente quanto aqueles que tinham mais alimento à disposição, dizem os pesquisadores em artigo no periódico BMC Microbiology.

As causas da disparidade não estão claras, de acordo com o estudo, mas os resultados indicam que bactérias introduzidas em naves e estações espaciais por humanos, com tempo suficiente, podem alcançar concentrações maiores do que as vistas na Terra sob condições semelhantes, mesmo que sofram mais para obter nutrientes.

Além de ampliar a compreensão dos cientistas acerca dos riscos de que a P. aeruginosa seja capaz de estabelecer colônias em equipamentos nas espaçonaves e provocar doenças, como as do trato urinário, nos astronautas, os experimentos devem contribuir para que os pesquisadores prevejam se outras espécies de bactéria podem ser tornar mais virulentas no espaço.

Fonte: Science

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This entry was posted on 6 de Novembro de 2013 by in Biologia and tagged , , , , , .

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