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Dinossauro gigante recém-descoberto reinou antes do T. rex

Descoberto em Utah, Estados Unidos, o Siats meekerorum pode ter pesado mais de 4 mil kg e ter sido um predador maior do que o famoso Tyrannosaurus rex. Ilustração: Jorge Gonzalez

Descoberto em Utah, Estados Unidos, o Siats meekerorum pode ter pesado mais de 4 mil kg e ter sido um predador maior do que o famoso Tyrannosaurus rex. Ilustração: Jorge Gonzalez

Os Tiranossauros reinam como os dinossauros carnívoros mais famosos, mas eles nem sempre dominaram: é o que sugere a descoberta dos ossos de um dinossauro carnívoro muito grande que viveu há 98 milhões de anos.

Denominado Siats meekerorum, o dinossauro descoberto por paleontólogos, no estado americano de Utah, era um superpredador que reinou muito antes da “chegada ao poder” dos tiranossauros norte-americanos. O achado foi detalhado hoje, na Nature Communications, por Lindsay Zanno, da North Carolina State University, e Peter Makovicky, do Chicago’s Field Museum of Natural History. Dizem os pesquisadores que o predador gigantesco viveu antes do conhecido Tyrannosaurus rex que, por sua vez, viveu há cerca de 67 milhões de anos.

Na maturidade, o carnívoro pode ter pesado mais de 4 toneladas e atingido algo próximo do comprimento de um ônibus escolar. O nome do gênero do dinossauro (Siats) é uma homenagem ao “Siats”, monstro voraz presente nas lendas da tribo nativa Ute, que ainda habita a região de Utah.

A descoberta dos ossos

Assim que se deparou com uma coleção de fragmentos de ossos na superfície da Formação da Montanha Cedar, Zanno soube que havia descoberto um dinossauro significativo.

“Não fazíamos ideia do quanto estaria no solo”, diz Zanno, “mas estávamos atiçados porque sabíamos imediatamente que tínhamos um terópode maior, e que ele preencheria uma lacuna enorme na nossa compreensão da evolução dos terópodes no continente”. (Terópoda é um grupo de dinossauros bípedes e primariamente, carnívoros.)

A equipe de pesquisadores recuperou um esqueleto parcial composto por vértebras, partes do quadril, de uma perna e dedos. Características anatômicas distintivas levaram os cientistas a descartar a hipótese de que o animal se tratasse de um Acrocanthosaurus. Ao contrário, o Siats foi classificado em um tipo de predadores recém-descoberto, os Neovenatoridae, primos do conhecido Allosaurus.

Similar a um dinossauro previamente descoberto, chamado Neovenator, o Siats teria a cabeça mais pontuda e robusta do que a do tiranossauro, e teria braços relativamente longos, com três garras; o oposto dos braços curtos que o T. rex tornou famosos.

Esqueleto incompleto

Como o esqueleto obtido está incompleto e pertenceu a um dinossauro jovem, o tamanho exato de um Siats adulto ainda não é preciso. A partir de estimativas baseadas em comparações com esqueletos mais completos de outros dinossauros, Zanno diz que “um Siats jovem teria tido, no mínimo, cerca de 30 pés [aproximadamente 9,15 m] de comprimento e cerca de 9 mil libras [ao redor de 4 mil kg]”.

O tamanho impressiona e põe o Siats jovem na condição de terceiro maior predador já descoberto na América do Norte, de acordo com a pesquisadora. O fato de o animal não estar plenamente maduro aumenta a probabilidade de que os adultos sejam ainda maiores.

“O material futuro poderá revelar que o Siats crescia e se tornava um dos maiores predadores conhecidos em todo o globo”, diz.

Mantendo os tiranossauros pequenos

O tamanho do Siats é apenas parte da significância do dinossauro. “Na rocha que contém os ossos colossais do Siats, também encontramos os dentes de tiranossauros relativamente pequenos, mais ou menos do tamanho de um cão grande”, afirma Zanno.

Os primeiros tiranossauros viveram à sombra de carnívoros gigantes, como o recém-descoberto. Apenas depois do desaparecimento de monstros como o Siats, foi possível que os tiranossauros ficassem livres para evoluir na direção dos grandes predadores que conhecemos hoje.

O paleontólogo Roger Benson, da Universidade de Oxford, foi quem primeiro reconheceu os Neovenatoridae com a ajuda de colegas, em um estudo de 2010, e concorda que o Siats ajuda a escrever um capítulo ausente na história dos dinossauros predadores. Até hoje, havia “25 milhões de anos de dados ausentes”, diz Benson, entre os alossaurídeos gigantes, como o Acrocanthosaurus, e os enormes tiranossauros da América do Norte.

Tendo o Siats 98 milhões de anos, acrescenta, o dinossauro “nos mostra que os alossaurídeos permaneceram no topo por, pelo menos, outros 10 milhões de anos”. Compreender exatamente quando e por que esses dinossauros deram lugar dos tiranossauros, entretanto, depende de futuras descobertas do período Cretáceo.

Fonte: National Geographic

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This entry was posted on 22 de Novembro de 2013 by in Paleontologia and tagged , , , , , , , , .

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