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Elemento essencial para a vida descoberto em supernova

O fósforo, um dos elementos essenciais para a vida, foi descoberto, pela primeira vez, nos remanescentes cósmicos de uma explosão estelar, dizem os cientistas. Este achado, junto a outra descoberta de elementos no espaço, pode dar aos pesquisadores pistas sobre como a vida é possível no universo. A segunda descoberta, realizada por outra equipe de cientistas, encontrou traços do gás argônio em uma nebulosa distante.

Concepção artística da supernova Cassiopeia A, na qual foram detectados sinais da presença do elemento químico fósforo, fundamental para a vida como a conhecemos. Crédito: Mark A. Garlick; Dunlap Institute for Astronomy & Astrophysics, University of Toronto

A vida como a conhecemos depende da combinação de vários elementos químicos, sendo os principais: carbono, nitrogênio, oxigênio, enxofre e fósforo. Apesar de os cientistas já terem observado os quatro primeiros em abundância, em outras explosões estelares, novas observações da supernova Cassiopeia A revelaram as primeiras evidências de fósforo.

“Esses cinco elementos são essenciais à vida e só podem ser criados em estrelas massivas”, afirmou Dae-Sik Moon, astrônomo da Universidade de Toronto. Moon é co-autor do estudo que encontrou o fósforo na Cassiopeia A. O trabalho, liderado pelo astrônomo Bon-Chul Koo, da Universidade Nacional de Seul, está detalhado na edição de ontem (12/12) do periódico Science, mesma edição em que se encontra o estudo sobre o gás argônio.

“Eles são espalhados pela nossa galáxia quando a estrela explode, e se tornam parte de outras estrelas, planetas e, finalmente, humanos”, acrescentou Moon.

Estudiosos estimam que a supernova Cassiopeia A tenha explodido há 300 anos. Observações recentes do objeto foram feitas com um espectrógrafo (instrumento que divide uma onda eletromagnética em um espectro de frequência) acoplado a um telescópio no Observatório Palomar, no Instituto de Tecnologia da Califórnia.

Imagem composta da Nebulosa do Caranguejo.  Em azul, estão as observações de luz do Telescópio Espacial Hubble, demonstrando a expulsão de gás causada pela energia de uma estrela de nêutrons no centro da nebulosa. Em vermelho, estão representadas as observações, em infravermelho, do Observatório Espacial Herschel, revelando poeira e gás frios. Crédito: NASA, ESA, Alison Loll & Jeff Hester (University of Arizona)

Imagem composta da Nebulosa do Caranguejo. Em azul, estão as observações de luz do Telescópio Espacial Hubble, demonstrando a expulsão de gás causada pela energia de uma estrela de nêutrons no centro da nebulosa. Em vermelho, estão representadas as observações, em infravermelho, do Observatório Espacial Herschel, revelando poeira e gás frios. Crédito: NASA, ESA, Alison Loll & Jeff Hester (University of Arizona)

No segundo estudo, cientistas revelaram a descoberta de moléculas de um gás nobre — gás que não é muito reativo — no espaço, utilizando o Observatório Espacial Herschel, da Agência Espacial Europeia.

Astrônomos observavam a Nabulosa do Caranguejo sob a luz infravermelha, quando descobriram o padrão químico dos íons do hidreto de argônio. Esta nebulosa é a ruína cósmica de uma explosão de supernova inicialmente descrita por astrônomos chineses no ano 1054. Quando determinados tipos de estrelas massivas esgotam seu combustível nuclear, explodem em supernovas. A destruição da estrela normalmente produz uma nuvem de gás e uma estrela remanescente, também conhecida como estrela de nêutrons.

Na Nebulosa do Caranguejo, os íons surgiram, provavelmente, da energia emitida pela estrela de nêutrons, que energiza o argônio da nuvem de gás. Então, o argônio se conecta a moléculas de hidrogênio, formando os íons de hidreto de argônio, concluem os cientistas.

“Descobrir íons de hidreto de argônio aqui era inesperado, porque não se espera que um átomo como o argônio, um gás nobre, forme moléculas, e não se espera encontrá-las no hostil ambiente de um remanescente de supernova”, afirmou Mike Barlow, astrônomo da University College London que liderou o estudo.

Coincidentemente, foi outro pesquisador da UCL — William Ramsay — quem descobriu os gases nobres, no final do século XIX.

Fonte: LiveScience

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This entry was posted on 13 de Dezembro de 2013 by in Astronomia and tagged , , , , , , , .

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