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A Antártida pode conter diamantes

Os diamantes são encontrados em rochas conhecidas como kimberlitos, e são trazidos à superfície por erupções vulcânicas. Imagem: 123dartist, Shutterstock

Os diamantes são encontrados em rochas conhecidas como kimberlitos, e são trazidos à superfície por erupções vulcânicas. Imagem: 123dartist, Shutterstock

A Antártida pode ter diamantes, é o que sugere um novo estudo, detalhado em 17 de dezembro no periódico Nature Communications, segundo o qual as pedras preciosas podem ser encontradas em todos os continentes.

Os diamantes se formam sob os imensos calor e pressão encontrados a quase 100 milhas (160 km) abaixo da superfície da Terra, no manto — camada espremida entre a crosta terrestre e o núcleo. Erupções vulcânicas trazem estas pedras preciosas para a superfície do planeta, onde são vistas incrustadas em rochas conhecidas como kimberlitos. Estas rochas variam em idade, indo de 10 mil a 2,1 bilhões de anos, e podem conter as fontes mais profundas de quaisquer rochas na superfície da Terra.

“Em geral, os kimberlitos nos informam quanto às condições no interior da Terra”, diz o autor do estudo, Gregory Yaxley, geólogo da Universidade Nacional da Austrália em Camberra. “Sua geoquímica contém pistas sobre a natureza das rochas geradoras nessas profundidades extremas”.

Até hoje, os kimberlitos haviam sido encontrados em todos os continentes, com a notável exceção da Antártida. Porém, agora os cientistas descobriram a presença dessas rochas no continente mais meridional do planeta.

Em todos os continentes

Pesquisadores analisaram amostras geológicas de pedras na encosta sudeste do Monte Meredith, parte da cadeia de montanhas de Prince Charles, na Antártida Oriental. Foram encontradas três amostras de kimberlitos que tinham cerca de 120 milhões de anos, tendo, portanto, se formado quando a região que hoje é a Índia estava se separando do continente que unia Austrália e Antártida.

Vista do Maciço de Fisher, nas Montanhas Prince Charles, a sudeste do local onde foram encontradas as amostras de kimberlitos. Foto: Dr. Geoff Nichols

Os kimberlitos se encontram próximos às margens do rifte Lambert, um rifte gigantesco e transcontinental que atravessa boa parte da Antártida. “É provável que este rifte tenha sido crítico para a formação do kimberlito, já que deve ter sido reativado durante a separação de Austrália e Antártida da Índia”, afirma Yaxley ao portal LiveScience. A presença do kimberlito pode, portanto, ser uma manifestação da tectônica em escala continental, segundo ele.

A idade dos kimberlitos antárticos e suas características químicas, físicas e minerais sugerem que eles fazem parte de uma enorme província de kimberlitos do período Cretáceo. Esta vasta região é responsável por muitos dos diamantes do mundo, e se espalha pela maior parte dos continentes que compunham o supercontinente Gondwana, explica Yaxley.

Sem minas de exploração, por favor

Apenas cerca de 1 a 2 por cento dos kimberlitos contêm graus valiosos de diamante, alerta Yaxley, e destes, a maioria é “muito, muito menor do que 1 quilate de diamante por tonelada de kimberlito”, acrescenta.

Confirmar que qualquer massa de kimberlito seja viável enquanto mina potencial de diamante requer o processamento de muitas toneladas de rocha, a fim de que se estabeleça seu grau, “e isto é claramente inviável no ambiente antártico”, pondera o pesquisador. “Ademais, a mineração é proibida na Antártida de acordo com o Protocolo de Madri, do qual 50 nações são signatárias. Então, esta descoberta não levará à indústria de mineração de diamantes no continente meridional, e é assim que deve ser”.

Fonte: LiveScience

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This entry was posted on 18 de Dezembro de 2013 by in Geologia and tagged , , , , , , .

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