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Japão testará tecnologia de limpeza de detrito espacial

Cientistas japoneses se preparam para lançar um dispositivo experimental de remoção de detrito espacial, em outras palavras, um satélite limpador.

Ilustração (de maio de 2012) da NASA representando a quantidade de detrito espacial na órbita da Terra. A camada de detrito se baseia em dados do Escritório do Programa de Detrito Orbital da agência. Crédito: Goddard Space Flight Center - NASA/JSC

Ilustração (de maio de 2012) da NASA representando a quantidade de detrito espacial na órbita da Terra. A camada de entulho se baseia em dados do Escritório do Programa de Detrito Orbital da agência. Crédito: Goddard Space Flight Center – NASA/JSC

Estágios superiores de lançadores espaciais, satélites desativados, partículas de tinta e outros pedaços de lixo espacial viajando em alta velocidade são uma ameaça a naves espaciais ativas. Em 1996, por exemplo, um satélite francês foi atingido e danificado pelo entulho gerado pela explosão de um foguete, ocorrida 10 anos antes, e, em 2007, um teste com um mecanismo de defesa antissatélite da China levou à formação de mais de 3 mil pedaços de entulho, de acordo com a NASA.

Em setembro de 2013, especialistas da NASA estimaram a presença de mais de 500 mil peças de entulho do tamanho de uma bola de gude ou maiores na órbita da Terra, das quais mais de 20 mil pedaços maiores do que uma bola utilizada na prática do softbol. Porém, inúmeras outras peças não podem ser catalogadas devido ao tamanho diminuto.

Agora, pesquisadores da Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA) estão desenvolvendo um tirante  peça resistente, como um cabo de aço eletrodinâmico capaz de gerar eletricidade suficiente para reduzir a velocidade de entulhos espaciais, conforme comunica a Agence France Presse. O entulho desacelerado cairia em órbitas cada vez mais baixas até se desintegrar em sua entrada na atmosfera terrestre, sem causar qualquer dano.

Parte do sistema será testada a bordo de um satélite, cujo lançamento está previsto para o dia 28 de fevereiro. “Temos dois objetivos principais no teste do próximo mês”, disse Masahiro Nohmi, professor associado da Universidade de Kagawa, que trabalha com a JAXA no projeto. “Primeiro, estender um tirante de 300 metros de comprimento em órbita e, segundo, observar a transferência de eletricidade”.

“O experimento foi especificamente projetado para contribuir para o desenvolvimento de um método de limpeza de entulho espacial”, afirmou Nohmi.

No entanto, os cientistas não planejam capturar qualquer detrito durante o teste de fevereiro. Este poderá ser o objetivo de um lançamento futuro, pois, como reporta a AFP, a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial pode realizar um novo teste com o tirante em 2015.

Fonte: LiveScience

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